Com efeito, os veículos a pedais de duas rodas foram sendo construídos em grande quantidade, primeiro para contornar a carência de veículos motorizados em número suficiente e, em seguida, como panaceia para a cada vez mais condicionante penúria de combustível.
Desse modo, todas as unidades de infantaria e até as unidades de cavalaria e divisões motorizadas incluíam bicicletas no seu equipamento regular. A norma no início da guerra era que o primeiro batalhão de cada regimento de infantaria deveria ser de ciclistas, assegurando funções gerais não só de transporte, mas também de comunicações e correio. Com o avançar da guerra esta tendência iria aumentar à medida que diminuíam os recursos motorizados por fruto do desgaste em combate, falta de combustível e bombardeamento das fábricas na rectaguarda.
Só no ano de 1943 a produção de bicicletas superou 1.200.000 unidades produzidas, na sua maioria por empresas como a Adler Werke, Urania Cottbus, WKC Solingen ou pela Assman que produzia o modelo A M42 Truppenfahrrad para a Wehrmacht e Waffen-SS.
Comum à maioria era a pintura em preto acetinado de origem, um farol que funcionava com dínamo, uma bagageira na parte traseira e suportes para itens tão diversos como panos de tenda, espingarda Mauser Kar 98K ou armas anti-carro do tipo Panzerfaust. Mais tarde, as cores foram sendo diversificadas pela disponibilidade e conveniência a cada momento, surgindo bicicletas em verde, cinzento, cor de areia ou mesmo camufladas.
No final da guerra, o uso de bicicletas tornar-se-ia cada vez mais generalizado, agora com as unidades auxiliares do Volkssturm e da Hitlerjügend a recorrerem quase exclusivamente a estes veículos de duas rodas para as suas deslocações operacionais.
Tendo sido produzidas aos milhões, muitas bicicletas militares sobreviveram ao conflito, mantendo as mesmas funções vitais de transporte nos difíceis anos do pós-guerra, mas agora na mão de civis.





