Devido à penúria de combustíveis durante a Primeira Guerra Mundial e financiado pelas autoridades militares alemãs, principiou o desenvolvimento de um carro de vapor DampfKraftWagen – cujo acrónimo era DKW.

Nos anos após a guerra iniciou-se a produção de motos com uma inovação importante a nível do quadro em aço prensado que facilitava a construção em grande série. No final da década, a DKW tinha-se tornado apenas e só no maior construtor mundial de motocicletas.

Com a Grande Depressão, este cenário brilhante iria sofrer uma forte travagem levando à sua quase falência e à fusão, em 1932, com os fabricantes de automóveis Audi, Wanderer e Horch, para formar a denominada Auto Union AG. Uma revigorada DKW começou então a apostar na competição como forma de publicitar e melhorar os modelos de série, vencendo diversas vezes o campeonato da Europa.

Quando em 1938 o modelo NZ 350 surge no mercado o sucesso foi imediato, pois era uma bela e sofisticada máquina com o motor a dois tempos montado num quadro que era uma obra-prima da engenharia, construído com duas chapas de aço prensado e soldadas electricamente.

Todavia, a invasão da Polónia e o começo da guerra iriam bloquear as vendas no mercado civil, sem abrir a porta ao militar, pois de início a Wehrmacht não estava interessada em motores a dois tempos. Contudo, a necessidade premente de adoptar uma motocicleta fiável para missões de reconhecimento e ligação levou a olhar de novo para a DKW NZ 350. A máquina, com 11,5cv, passou de imediato a ser produzida para a Wehrmacht, de início quase sem alterações em relação ao modelo civil. As motos estavam disponíveis em duas cores escuras, o schwarzgrau (preto-cinza) para as DKW da Luftwaffe e em dunkelgrau (cinza-escuro) para a Wehrmacht, surgindo em seguida uma versão bege, conhecida como Sahara.

As primeiras alterações ao modelo iriam surgir ao fim de 45.000 unidades produzidas, quando foi lançada a NZ 350/1943 com os guarda-lamas redesenhados, o farol reduzido e um novo filtro de ar ciclone. Em 1944, aparece uma nova alteração com o bloco do motor em ferro fundido, passando a DKW a denominar-se NZ 350-1.

Importa referir que esta NZ-350 foi muito mais popular e útil na frente ocidental que na frente Leste, pois a altura ao solo relativamente reduzida de 12cm não era a ideal para as condições encontradas na rudimentar ou inexistente rede viária soviética.