A principal diferença do M20 reportava à ausência da torre com canhão de 37mm, substituída por um compartimento aberto equipado com uma metralhadora pesada Browning M2 de calibre .50 (12,7mm) que lhe conferia algum tipo de defesa contra infantaria e aeronaves. Em complemento, para compensar a ausência de armamento anti-carro, era também fornecida uma bazuca à tripulação.

O objectivo da nova versão passava por criar uma viatura mais leve, rápida e versátil para reconhecimento, ligação e comando, capaz de operar com agilidade nas linhas da frente. A sua relativa leveza e mobilidade tornavam-na ideal para acompanhar colunas motorizadas e fornecer apoio a unidades blindadas e de cavalaria mecanizada, cumprindo muitas vezes as mesmas funções dos meia-lagarta M3.
A blindagem relativamente fina de 19mm oferecia alguma protecção contra estilhaços e armas ligeiras mas apresentava, no entanto, um calcanhar de Aquiles ao dispor de uma chapa de base com apenas 6mm de espessura que oferecia escassa protecção contra minas terrestres, levando a que algumas tripulações optassem por colocar sacos de areia sobre o piso do habitáculo.

Por seu turno, a abertura superior do compartimento permitia uma excelente visibilidade e fácil acesso, embora com um pouco menos de segurança para a tripulação que na versão fechada M8. Detalhe não negligenciável, o M20 era normalmente equipado com um sistema de radiotransmissões, podendo ser utilizado como posto de comando móvel, caso necessário.

Com a tripulação de dois a quatro homens, o M20 atingia cerca de 90 km/h e tinha uma autonomia de mais de 500 km, graças à relativa frugalidade do motor Hercules JXD de seis cilindros, a gasolina. Além disso, o JXD apresentava um funcionamento mais silencioso que outras unidades de potência comparável usadas noutros veículos militares norte-americanos, característica muito bem-vinda por ajudar à relativa furtividade do M20 em combate, reduzindo a possibilidade de ser ouvido pelo inimigo e introduzindo assim um elemento surpresa interdito a outras viaturas do mesmo tipo. Por causa desse detalhe, os carros blindados M8 e M20 do Terceiro Exército de Patton eram conhecidos como os “Fantasmas de Patton”.

Um total de 3680 M20s foram construídos pela Ford durante os dois anos de produção, com o M20 a ser utilizado sobretudo no teatro europeu, mas também no asiático e, em seguida, na Guerra da Coreia. Retirado do exército norte-americano pouco depois do Armistício de 1953, muitos M20 foram reconstruídos e redistribuídos pelos mais diversos países aliados, onde serviram até aos anos 60.

Representando um exemplo clássico da doutrina militar americana de mobilidade e flexibilidade, alguns exemplares serviram ainda em funções policiais ou de patrulha em zonas de conflito no pós-guerra, incluindo na zona de ocupação dos aliados.