A General Motors e a Ford competem pela visibilidade na frente da grelha com os Pace Car, enquanto o “Pole Award” se tornou uma opção para empresas com menos recursos, como foi o caso da Starcraft.

Nascida em 1977, esta empresa do Indiana foi a primeira dedicada às “Conversion Vans”, que consistia precisamente na conversão de furgões em veículos de luxo, usados para fins recreativos ou uso diário. Esta “moda americana” que começou no final dos anos 70, preconizou, no fundo, aquilo que viriam a ser os MPV (Multi Purpose Vehicles) a que na Europa chamamos, simplesmente, de monovolumes. Aproveitando o amplo espaço e as potentes motorizações dos furgões americanos, estas empresas transformavam-nos em luxuosos veículos, com bons sistemas de som, frigoríficos e outras comodidades próprias de limusine, como as verdadeiras poltronas, que neste caso podiam ser rebatíveis e por vezes rotativas.

A associação à competição era um dos argumentos da Starcraft que, talvez por isso, aplicava apontamentos desportivos, como as vias alargadas, as jantes especiais igualmente mais largas, faróis suplementares e decorações exuberantes.

Emerson foi o autor da Pole em 1990 e recebeu como prémio este exemplar, que tem por base uma GMC G20, movida pelo clássico V8 5.7 litros de 162cv e equipada com todos os luxos que um campeão merece. Esta exuberante e invulgar máquina, além de simbolizar a importância das 500 Milhas de Indianápolis, é uma memória viva de um certo período da rica cultura automóvel norte-americana.