Derivada da CB450 de 1966, distinguiu-se pelo moderno motor de quatro cilindros em linha, refrigerado a ar, capaz de alcançar os 200 km/h com marcada segurança e fiabilidade — um feito que nenhuma das marcas italianas contemporâneas conseguira igualar. Esta combinação de desempenho, inovação e facilidade de utilização conquistou de imediato o exigente mercado norte-americano, consolidando a reputação da Honda como referência no segmento das motos de alta cilindrada.

Entre as inovações técnicas, a CB750 introduziu um travão de disco dianteiro — uma estreia em motos de produção em grande escala —, uma caixa de cinco velocidades e um consumo médio de apenas 5 litros por cada 100 km. Mais do que uma moto, representava um salto tecnológico que marcaria o início da era das “superbikes”.

A versão K2 lançada em 1972 e hoje representada na colecção do Museu do Caramulo, manteve intacta a fórmula de sucesso, acrescentando refinamentos estéticos e práticos: risca dourada no depósito, logótipos laterais de menor dimensão, um farolim traseiro de maiores proporções e reflectores aumentados, reforçando a segurança.

O conjunto preservava o espírito inovador do modelo original, afirmando-se como um marco histórico da engenharia motociclística e um dos exemplares mais desejados da sua geração.