A experiência inicial de colocar uma peça de M1A2 de 105mm sobre um meia-lagarta M3 não obteve os resultados esperados, levando ao desenvolvimento de uma nova classe de veículos sobre trilhos baseados na plataforma do tanque M3 Lee que, além da arma principal de artilharia, apresentava também uma metralhadora Browning M2 de calibre .50 (12,7mm) instalada no topo de uma estrutura de aço circular situada na frente direita do veículo.

Dois protótipos (T32) foram aceites no mês de Fevereiro de 1942, sendo colocados rapidamente em produção sob a designação M7 Howitzer Motor Carriage (HMC), equipado com um motor radial Continental R-975 C1 que desenvolvia 350cv, e mantendo o referido obus M1A2 de 105mm.

Pela necessidade de reequipar o 8º Exército numa altura de grande pressão no Norte de África, Winston Churchill pediu ajuda ao presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt, que de imediato disponibilizou cerca de 300 carros de combate Sherman e uma centena de unidades do M7 desviadas de divisões blindadas norte-americanas. Este material chegaria a tempo da batalha de El Alamein, onde os novos obuses autopropulsionados do Royal Armored Corps, com notável rapidez de fogo, provaram a sua qualidade e versatilidade, além de terem ganho a alcunha de “Priest” (Sacerdote) devido à forma da torre da metralhadora M2 que diziam assemelhar-se a um púlpito.

A necessidade de obter mais carros deste tipo levou à produção do M7B1 que aqui vemos, um modelo muito semelhante ao anterior, mas baseado no chassis do tanque médio M4A3 e equipado com um motor V8 Ford GAA de 500cv, mais potente e fiável que o Continental radial original.

O M7 tornou-se rapidamente numa plataforma de combate competente e popular ao herdar a fiabilidade do M4 Sherman do qual derivava e por guiar-se precisamente como este, facilitando a formação de condutores e a respectiva distribuição nas unidades. Mais ainda, ao preservar a mesma base mecânica, simplificava-se a gestão e transporte das peças sobressalentes e a formação dos mecânicos, melhorando os índices de fiabilidade e a disponibilidade operacional.

A Pressed Steel Car Company recebeu o contrato de produção e entregou os primeiros M7B1 no mês de Março de 1944. No total, até Fevereiro de 1945 iriam ser produzidas 826 unidades deste obus autopropulsionado que serviram duramente na Europa desde o Dia D, mas também no teatro do Pacífico até ao final do conflito.

Com o final da guerra muitos foram distribuídos pelos Aliados, tendo participado em inúmeros teatros de guerra, a começar logo pela Coreia, entre 1950 e 1953.