Em apenas três anos na Europa, sagrou-se campeão de F3, venceu grandes prémios de F1 e, dois anos depois, tornou-se campeão mundial. O seu abandono da F1, aos 33 anos, foi desta forma tão precoce quanto compreensível. No entanto, a sua adaptação à Indy acabaria por constituir um mais longo desafio.

Em 1984, competiu com chassis March por três equipas, terminando em 13.º no campeonato. No ano seguinte, já na Patrick Racing, conquistou a primeira vitória e terminou a época em sexto, mantendo boas prestações nos anos seguintes. A troca para os Lola Chevrolet em 1988 resultou em mais duas vitórias, mas sem progressos na classificação.

Tudo mudou com a chegada do Penske PC18: em 1989, Fittipaldi venceu cinco corridas e sagrou-se campeão, superando a equipa oficial por dez pontos. O Penske PC18, desenhado por Nigel Bennett, utilizava o motor Chevrolet 265A V8t, um 2.65 litros turbo de cerca de 800cv, partilhado com alguns Lola. De linhas minimalistas, destacava-se pelos flancos em forma de asa antes das rodas traseiras e pelas emblemáticas jantes fechadas com pequenos orifícios, usadas em pistas ovais.

O chassis com que Emerson venceu as 500 Milhas integra actualmente a colecção de Zak Brown, patrão da McLaren. O chassis #009, que encontramos na colecção de Fittipaldi, foi pilotado ao longo da época tanto por Emerson, como pelo companheiro de equipa desse ano, o lendário Rick Mears.