Rodi renova apadrinhamento da colecção de velocípedes do Museu do Caramulo

17 de Dezembro de 2021

Rodi renovou o apadrinhamento da colecção de velocípedes e bicicletas antigas do Museu do Caramulo, cujo núcleo inclui alguns dos mais distintos e raros modelos de duas e três rodas. Destacam-se um VelocípedeTipo Michaux de 1869, uma bicicleta Penny and Farthing de 1880 e um Triciclo de 1889.

Lançado em 2012, o Programa de Apadrinhamento do Museu do Caramulo visa criar uma associação mais directa entre as empresas ou particulares com os veículos da colecção permanente do museu, resultando em apoios orientados para a sua conservação e manutenção durante o período de um ano.

Sobre o Velocípede Tipo Michaux (1869)

Encontrado em 1967 por João de Lacerda, num armazém em Chelas, o modelo apresentado não tem qualquer marca Michaux gravada e a estrutura diagonal do seu quadro indica que este velocípede poderá ser de 1869.

Criada em 1861, por Pierre Michaux, a Compagnie Ancienne Maison Michaux et Cie. nunca patenteou os seus modelos.

Terá sido fabricado por uma das muitas empresas que copiavam esta marca, sendo que o diâmetro das rodas, em medidas métricas, aponta para fabrico francês. Pesa cerca de 28 kg e tem 88 cm de diâmetro na roda dianteira e 73 cm na roda traseira.

Este velocípede foi doado ao Museu do Caramulo por Tiago Patrício Gouveia.

Sobre a Bicicleta Penny and Farthing (1880)

Encontrado em Portugal, não é possível identificar o fabricante deste exemplar, embora os velocípedes mais vulgares desta época fossem de fabrico inglês e usassem o mesmo tipo de guiador. Todavia, a roda da frente tem 38 raios e as inglesas usavam um maior número de raios. Tendo sido encontrada em Portugal, é possível que tenha sido fabricada por uma oficina de ferreiro no nosso país.

A roda da frente tem 1.40 m de diâmetro e a roda traseira 40 cm, sendo que os pneus são em borracha maciça.

Numa carta então enviada lê-se: “pediu-me o Conde D’Aurora que lhe escrevesse para lhe fazer saber que tem um amigo possuidor de uma bicicleta antiga. Daquelas de roda alta à frente e pequena atrás e se estaria interessado nela. Não é das mais antigas mas é engraçada”. Não foi possível identificar o ano de fabrico.

Foi adquirida por João de Lacerda em Setembro de 1967, pela quantia de 1500 escudos.

Este velocípede foi doado ao Museu do Caramulo por Salvador Patrício Gouveia.

Sobre o Triciclo (1889)

Nesta época os triciclos, sucedâneos das bicicletas, eram com frequência usados por senhoras.

Neste exemplar podemos verificar o registo “W. Brown”, uma marca de rolamentos patenteados em 1877, vendidos para muitos fabricantes de Inglaterra e do estrangeiro, mas que não fabricava bicicletas ou triciclos. A sua configuração aponta para fabrico inglês. Pesa 40 kg o diâmetro das rodas é de 30”.

Este triciclo foi doado ao Museu do Caramulo por João Maria Lacerda.

Sobre a Rodi

Rodi é uma empresa portuguesa dedicada ao fabrico de produtos especializados de alta qualidade, com grande enfoque no ramo do ciclismo, nomeadamente aros e rodas em alumínio, pelo que a associação ao Museu do Caramulo, através do apoio à colecção de velocípedes e bicicletas antigas é, no fundo, uma extensão da própria actividade da empresa.